ESTUDOS
Reiniciando os trabalhos da banda, logo voltaremos aos palcos com um repertório inicial de 15 músicas, sendo 07 (sete) delas em homenagem aos grandes blueseiros que nos influenciam e mais 08 (oito) músicas autorais.
Acredito que no quarto ensaio deste repertório cairemos na estrada novamente, com muita sede, gás e firmando o retorno de Marcio Batera.
Já deu para sentir a volta do feeling que a banda sempre teve, Marcio trazendo uma pegada muito mais blues e engajando cada vez mais a presença de Mateus Santana (Gaita). Ferdinando, sempre um "guitar hero", continua com suas peformances quentes e impetuosas, enquanto fico lá na cozinha engrossando o caldo. Agradecemos a todos que acompanharam a banda Urublues e esperam pelo seu retorno aos palcos. Na minha visão, não haveria sentido em seguir em frente se não existisse a sua companhia. Valeu!!!
Contrabaixo blues jazz rock cultura alternativa.
Modesta a contribuição, espero que gostem.
VOLTEM SEMPRE
terça-feira, 20 de novembro de 2012
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
LER POR QUÊ? Um dos motivos é poder se reencontrar com a beleza da vida, da juventude e do amor (que anda faltando às pessoas). Que grande desafio encontrar de fato, na vida cotidiana, belas vivências como as descritas abaixo: "Sentou-se, 'Vamos ver o grande cabeleireiro', disse-me rindo. Continuei a alisar os cabelos, com muito cuidado, e dividi-os em duas partes iguais, para compor as duas tranças. Não as fiz logo, nem assim depressa, como podem supor os cabeleireiros de ofício, mas devagar, devagarinho, saboreando pelo tato aqueles fios grossos que eram parte dela. O trabalho era atrapalhado, às vezes por desazo, outras de propósito, para desfazer o feito e refazê-lo. Os dedos roçavam na nuca da pequena ou nas espáduas vestidas de chita, e a sensação era um deleite. Mas, enfim, os cabelos iam acabando, por mais que eu os quisesse intermináveis. Não pedi ao céu que eles fossem tão longos como os da Aurora, porque não conhecia ainda esta divindade que os velhos poetas me apresentaram depois; mas, desejei penteá-los por todos os séculos dos séculos, tecer duas tranças que pudessem envolver o infinito por um número inominável de vezes. Se isso vos parecer enfático, desgraçado leitor, é que nunca penteastes uma pequena, nunca puseras as mãos adolescentes na jovem cabeça de uma ninfa... Uma ninfa! Todo eu estou mitológico. Ainda há pouco, falando dos olhos de ressaca, cheguei a escrever Tétis; risquei Tétis, risquemos ninfa; digamos somente uma criatura amada, palavra que envolve todas as potências cristãs e pagãs. Enfim, acabei as duas tranças ..." (Bentinho penteando os cabelos e beijando Capitu em Dom Casmurro - Perfeita descrição de belos sentimentos juvenis por Machado de Assis). "- Pronto! - Estará bom? - Veja no espelho. Em vez de ir ao espelho, que pensais que fez Capitu? Não vos esqueçais que estava sentada, de costas para mim. Capitu derreou a cabeça, a tal ponto que me foi preciso acudir com as mãos e ampará-la; o espaldar da cadeira era baixo. Inclinei-me depois sobre ela, rosto a rosto, mas trocados, os olhos de um na linha da boca do outro. Pedi-lhe quelevantasse a cabeça, podia ficar tonta, machucar o pescoço. Cheiguei a dizer-lhe que estava feia; mas nem esta razão a moveu. - Levanta, capitu! Não quis, não levantou a cabeça, e ficamos assim a olhar um para o outro, até que ela abrochou os lábios, eu desci os meus, e ..." Grande "finale" para a descoberta de um amor! Grande Machado.

