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sábado, 20 de dezembro de 2014

CUSTOMIZAÇÃO DE GAITAS

MATEUS SANTANA – CUSTOMIZAÇÃO DE GAITAS – CORPO DE MADEIRA.

Mateus Santana é músico gaitista, residente na histórica cidade de São Cristóvão, Sergipe, tendo participado em vários grupos musicais, com destaques nas bandas sergipanas The Baggios e Urublues. Aficcionado pelo instrumento, Mateus passou a frequentar e estudar na Lutheria do renomado Luthier Passos, na cidade de São Cristóvão, mantendo contato com o universo da fabricação de instrumentos musicais.

Diante de diversas perspectivas em seus estudos de Lutheria e em contato com materiais nobres utilizados na restauração e fabricação de instrumentos musicais, passou a dar especial atenção ao estudo da fabricação e customização de gaitas com corpo de Madeira. Após um período de experiência, onde se adaptou à técnica e ao manejo da instrumentação artesanal utilizada na Lutheria, acabou desenvolvendo habilidades na customização das gaitas diatônicas, construindo corpos de madeiras nobres, o que fora bastante aceito no mercado, a ponto de ser felicitado com o interesse do mestre, músico gaitista, Jefferson Gonçalves, que gostou do seu trabalho, originando assim a linha custom com a assinatura do renomado blueseiro.

ASPECTOS HISTÓRICOS DA GAITA.

Sua origem é incerta, tendo-se como mais provável local de surgimento a China, há cerca de 5.000 anos atrás. Consistia em 5 tubos de bambus cada qual com uma palheta, que, acionada pelo sopro, emitia tons característicos da música chinesa.

Ao necessitar de um diapasão para afinação de pianos e órgãos, o Alemão Christian Friedrich Ludwig criou o protótipo da gaita nos moldes parecidos com os atuais, facilitando seu trabalho por se tratar de um instrumento pequeno, preciso e de fácil manejo e transporte. Pode-se dizer assim que fora criada a gaita cromática. A partir de então o instrumento foi se aperfeiçoando e passou a ser fabricado em pequenas escalas, chegando ao mercado internacional (EUA), através do engenho do relojoeiro Matthias Hohner que produziu as primeiras séries de gaitas, cujo nome fora atribuído ao instrumento, vindo, a posteriori, ser fabricada também a gaita diatônica.

A gaita diatônica, também chamada de gaita de blues, tem 10 furos e uma extensão de três oitavas. As palhetas são dispostas nos furos de maneira a permitir a execução individual das notas da escala diatônica maior. Elas são características do estilo blues, muito embora foram incorporadas ao Rock, Jazz e mesmo música erudita, não obstante se possa dizer que, diante sua vasta popularidade, também é aceita nos mais variados estilos musicais.

No Brasil, o alemão Alfred Hering fundou uma fábrica de gaitas levando seu nome, a qual prosperou a ponto de exportar seus produtos para o mundo; com a morte de seu proprietário e fundador a fábrica das Gaitas Hering fora vendida para a Hohner, vindo em meados de 1979 ser novamente nacionalizada por um grupo de investidores brasileiros.

USO DA MADEIRA - O BLUES AGRADECE

São diversos os materiais utilizados na fabricação dos pentes das gaitas, sendo a madeira um deles, que, não obstante levem algumas desvantagens (dilatação conforme o clima, desgaste orgânico etc), possuem, no entanto, timbre especial característico e diferenciado daqueles fabricados com plástico e metal. Dentre as madeiras mais usadas podemos dizer que o mogno, a maçaranduba e o ipê se destacam quanto as propriedades físicas e mecânicas, conforme diversos estudos realizados.

As gaitas com corpo de madeira possuem timbre mais encorpado e aveludado, permitindo maior pressão, timbre este muito característico da melancolia expressa nos blues, o que tem se tornado um grande atrativo para os músicos do estilo, os quais buscam sempre incorporar em sua sonoridade os lendários gaitistas do começo do século XX, ao passo em que as gaitas com palhetas de plástico possuem um som mais brilhante e metalizado, com resposta mais rápida ao ataque. Logicamente tais diferenciações têm suas aplicações específicas em cada estilo musical, porém a diferenciação no timbre é fundamental para que você possa estabelecer uma sonoridade própria e mais fiel às suas origens e influências musicais.

JEFFERSON GONÇALVES - Customização por Mateus Santana

FACEBOOK - MATEUS SANTANA

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

FERDINANDO BLUES TRIO

No dia 02 de Janeiro de 2015 haverá mais uma apresentação do Ferdinando Blues Trio, no aconchegante Brother’s Club bar, na cidade de Aracaju-Se. Imperdível.

Ferdinando Silva Santos, ou Ferdinando como é conhecido, é guitarrista há mais de 20 anos, todos eles dedicados principalmente ao blues, não obstante marcantes passagens por diversas bandas de Rock.

Iniciou sua carreira na cidade de Itabaiana-SE, fundador da Banda Urublues, marcou presença em diversos palcos pelo Estado de Sergipe e algumas cidades do Nordeste como Ribeira do Pombal, Garanhuns-PE e Recife-PE. Dentro outras ocupações Ferdinando é também um exímio tatuador e customiza pedais de efeito e amplificadores valvulados . Na fotografia uma auto-tatoo e um pedal customizado.

Após longa passagem na banda Urublues, que hoje se encontra num hiato, atualmente Ferdinando segue em carreira solo, contando com a gravação de um CD autoral de músicas inéditas, nominado "Sapatos Velhos e uma Guitarra", formando também a banda Ferdinando Blues Trio, já na estrada há mais de 06 (seis) meses, conquistando e cativando imediatamente o público e a cena sergipana, mostrando que cada vez mais os blues se enraizaram em suas veias, tocando sua guitarra pungente, desafiadora e altissonante, cujos acordes e melodias pentatônicas prendem a atenção, principalmente para mostrar que é possível sim no Brasil tocar e cantar bem o blues, sem qualquer preocupação com a língua e pronúncia, mantendo-se fiel e respeitando ao estilo musical de origem americana.

Em sua recente passagem por Ribeira do Pombal, na Bahia, no evento EVENTUAL ROCK (clique resenha), deixara ótima impressão, como na resenha do evento, que assim classificou o show: “Foi um show devastador, teve músicas próprias, improvisos surreais, covers de deixar a gente rouco de tanto gritar, baterista alucinado querendo tocar mais e mais, o baixista tocando horrores e o Ferdinando tocando demais, um grande guitarrista de blues, eles tocaram todas as sete músicas de seu disco novo, o “Sapatos Velhos & Uma Guitarra”, garanti o meu disco para ouvir em casa, com preço bacana de 5 reais, trouxe para casa esse ótimo disco. O Ferdinando tem um vasto conhecimento musical, coisa que só favoreceu ao clima intimista que o show teve, chegou um momento em que as músicas fluíam de uma forma louca”.

Quanto ao CD, fora gravado em Itabaiana-SE, contendo 07 músicas compostas pelo artista e mediante parcerias, produzido com muita inspiração e qualidade técnica, conseguindo surpreender inclusive quanto aos trabalhos pretéritos feitos junto e principalmente com a banda Urublues, superando em termos de gravação, qualidade técnica e execução. Além das guitarras e vocais gravados por Ferdinando, a bateria ficou por conta Márcio Batera, amigo e parceiro da banda Urublues e o Baixo de Flávio Viana, também parceiro de longa data da Banda Karranca, dentre outros projetos. A mixagem e masterização ficou por conta do grande músico e guitarrista Márcio Rodrigo.

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sábado, 6 de dezembro de 2014

SADE ADU

Sade Adu antes de mudar para SADE (banda), nascida Helen Folasade Adu, na cidade de Ibadan, Oyo, Nigéria, no dia 16 de Janeiro de 1959, é uma cantora de jazz e estilista mundialmente conhecida.

Foi criada no Reino Unido, onde ficou famosa. Sua mãe (britânica) era casada com cidadão nigeriano. Após a separação foram para a cidade de Colchester, UK.

Teve como influências Marvin Gaye, Curtis Mayfield dentre outros. Já em sua carreira de estilista, dedicou-se estudando desenho de moda no “St' Martin’s College. A carreira musical, no entanto, tornou-se sua atividade primordial.

A descoberta musical começou ainda no colégio, passando a ser vocalista de grupos como, por exemplo, o grupo de funk Pride, época em que, já letrista, escreveu um dos seus maiores sucessos: Smooth Operator. Posteriormente Sade Adu, como era conhecida, emprestou seu nome para a nova banda SADE, com integrantes de seu antigo grupo Pride.

Sade Adu tem uma voz de veludo, deslumbrante, afinadíssima, que temperada à suavidade de suas músicas, traz aos seus apreciadores uma música alta qualidade vocal e instrumental, que superam em muito a pecha de “baladas românticas” como muitos lhe atribuem, haja vista ter uma tessitura vocal espetacular, afinadíssima e apaixonante.

Sua presença de palco é marcante, não apenas pelo desempenho artístico, mas por uma simpatia contagiante, uma suavidade como se desloca pelo palco e uma empatia geral com seu público, que não economiza a retribuir-lhe todo o carinho com flores.

Em sua obra estão incluídos os álbuns de estúdio Diamond Life (1984), Promise (1985), Stronger Than Pride (1988), Love Deluxe (1992), Lovers Rock (2000) e Soldier of Love (2010), além dos álbus ao vivo Lovers Live (2002) e Bring Me Home (2012).

Em sua única passagem pelo Brasil, Sade realizou shows em São Paulo (Ginásio Ibirapuera), Rio de Janeiro (HSBC Arena) e Brasília (Ginásio Nilson Nelson).

Apreciem a voz, o carisma e as belíssimas canções de SADE no link abaixo.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

"KIND OF BLUE"

“Kind of Blue” marcou a discografia do grande e genial trompetista Miles Davis, sendo um divisor de águas em sua obra. No disco o ouvinte passeia entre as vozes ora do piano com baixo, com os metais, intercalados em vozes e pausas excepcionalmente colocadas, num crescente entre os diversos elementos, intensidade, repetições e improvisos.

Para muitos “Kind of Blue” foi um marco definitivo no Jazz, criado há 55 anos, se tornou o disco de jazz mais vendido da história. O New York Times o chamou de “O som do céu” em sua resenha de lançamento.

Para sua gravação Miles chamou um formidável time de jazzistas: o pianista Bill Evans, o baixista Paul Chambers, o baterista Jimmy Cobb e os saxofonistas Cannonball Adderley e o genial e grandissonante John Coltrane.

Parece inacreditável, mas “Kind of Blue” fora gravado sem ensaios, numa mesa de apenas três canais e mesmo assim possui uma qualidade sonora insuperável. Notadamente a escassa técnica de gravação fez-se superada pela grande técnica dos músicos que dele participaram.

Não é à toa que o disco se tornou um referencial, o disco de jazz que mais influenciou os artistas de então até a atualidade, insuperável e absolutamente revolucionário.

BIOGRAFIA:

Miles Davis nasceu em Alton, Illinois, EUA, no dia 25/05/26, numa família classe média; iniciou no trompete aos 10 anos de idade, participando de grupos escolares de música, jazz. Aos 18 anos, Em New York, estudou na Julliard School of Music.

Passou a tocar em clubes de Jazz, em NY, acompanhado de diversos artistas, entre eles Coleman Hawkins e Charlie Parker.

Davis desenvolveu o cool jazz. Em 1949 gravou o clássico “Birth of the Cool”, deixando a banda logo em seguida.

Em sua vida tumultuada passou por momentos difíceis na sua carreira, viciado em heroína, produzindo álbuns abaixo da média. Deixando as drogas acabou remontando sua estrutura musical, retornando no Newport Jazz Festival com um novo quinteto, com músicos do cacife de John Coltrane.

Com os músicos John Coltrane, Cannonball Adderley, Bill Evans, Paul Chambers e Philly Joe Jones, Miles Davis gravou “Milestones”(1958) e “Kind of Blue”(1959), epítetos de uma nova modalidade de jazz. Em sua carreira trabalhou também com Herbie Hancock, Wayne Shorter, Ron Carter e Tony Willians e em 1969 gravou a pérola “Bitches Brew”, primeiro álbum de jazz a vender mais de um milhão de cópias.

Sem medo de inovar gravou discos modernos em estilo jazz-rock acompanhado de guitarras, teclados e de toda tecnologia disponível em estúdio, ficando distanciado mais ainda dos críticos de jazz.

Em meio a altos e baixos, inclusive no que diz respeito a uso de drogas e álcool, Davis oscilou em sua carreira, mas, sem sombra de dúvidas, fora um expoente no mundo do jazz.

Fonte: http://www.clubedejazz.com.br/ojazz/jazzista_exibir.php?jazzista_id=157

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