EU BEM QUE GOSTARIA DE ESCREVER ALGO INTERESSANTE SOBRE ESTA MAGNÍFICA OBRA DE JOHN COLTRANE, MAS VOU DEIXÁ-LOS COM QUEM MAIS CONHECE DO ASSUNTO NA EXCELENTE COLUNA DE RUBENS LEME COSTA, AQUI: MOFO
A LOVE SUPREME
Contrabaixo blues jazz rock cultura alternativa.
Modesta a contribuição, espero que gostem.
VOLTEM SEMPRE
sexta-feira, 22 de maio de 2015
JOHN COLTRANE - A LOVE SUPREME
quarta-feira, 6 de maio de 2015
DIANA KRALL
Como vinha comentando alguns posts atrás, recentemente conheci o trabalho desta grande jazzista, cantora, compositora, instrumentista (piano) e também intérprete. Fiquei impressionando ao assistir o programa de Jolls Holland (HBO) e me deparar com aquela mulher linda, extremamente talentosa, exímia instrumentista, com uma voz agraciada, em cuja apresentação tocava com notáveis músicos de Jazz, lançando um CD que englobava músicas de Tom Jobim, batendo de imediato aquela paixão musical, coisa instantânea; a partir de então Krall ficou ao lado de SADE ADU, outra cantora abençoada que mereceu um post neste blog, entre as Top 5 melhores cantoras, segundo a minha humilde preferência musical.
Veja parte da apresentação de Krall no Jools HollandHISTÓRIA DE VIDA: Diana Jean Krall nasceu em Nanaimo, British Columbia (Canadá), em 16 de Novembro de 1964, começou a tocar com apenas 04 (quatro) anos de idade, em meio a uma família musical cujo pai, também pianista, introduziu em meio a seus estudos de música clássica as primeiras noções de Jazz; com a família mudou-se ainda jovem para Vancouver e já no período estudantil do colegial tocou num grupo de jazz, cujo desenvolvimento técnico permitiu que aos 15 (quinze) anos de idade passasse a se apresentar em restaurantes locais, na cidade de Nanaimo. Sofreu influências, nesta época juvenil, de seu professor de jazz do ginásio Bryan Stovell e da professora, cantora e pianista Louise Rose, a qual encorajou a jovem Krall a cantar.
Tendo chamado atenção nada mais nada menos do renomado baixista Ray Brown, chegando a participar de seu grupo musical, por ele fora apresentada a diversos professores e produtores e logo aos 17 anos de idade ganhou uma bolsa de estudos no Berklee College of Music, na cidade de Boston, Massachusetts (EUA). Daí foi para Califórnia, estudar com Jimmy Rowles, formando então uma parceria de canto. Com 23 anos de idade voltou ao Canadá, onde estudou com o pianista de Jazz Don Thompson. Nos anos 1990 Diana Krall gravou alguns albuns, logo alcançando sucesso internacional.
Casada com Elvis Costello em 2003, união da qual vieram filhos gêmeos, nascidos em Nova Iorque, no dia 06 de dezembro de 2006, deste encontro matrimonial-musical resultou também uma parceria que lhe trouxe o primeiro disco autoral, como veremos adiante.
Os discos que lançou alcançaram grande sucesso, sendo amplamente premiada em toda a sua carreira, sempre acompanhada de excelentes músicos, produtores, parceiros e bandas, aclamada nas diversas tournées realizadas pelo mundo todo, inclusive no Brasil, em cuja passagem deixou um fabuloso registro ao realizar dois shows, um no Rio de Janeiro e outro em São Paulo, a saber um CD/DVD gravado ao vivo na "Cidade Maravilhosa". Destacam-se praticamente todos os álbuns gravados em sua carreira, compondo uma excelente discografia, dentre os quais encontramos:
- "Stepping Out", lançado em 1993 tendo como músicos John Clayton e Jeff Hamilton, importante disco por ser o primeiro, logo chamando a atenção do mundo musical especializado em jazz, o que motivou ao produtor Tommy Li Puma a produzir o segundo álbum em 1995, "Only Trust Your Heart".
- "All For You - Dedication to Nat King Cole Trio", terceiro álbum da carreira, indicado ao Grammy. Ficou por 70 semanas na lista da Bilboard.
- "Love Scenes", álbum de 1997 estorou rapidamente nas paradas de sucesso (um grande marco para música instrumental - jazz), gravado no formato trio Krall, Russel Malone (violão) e Christian McBride (baixo).
- Whan I Look In Your Eyes", gravado em 1999, arranjado por Johnny Mandel (orquestra), o disco foi nomeado ao Grammy, vencedor como melhor músico de Jazz do ano.
- "The Look Of Love", manteve a linha do álbum anterior, com arranjos de Claus Ogerman. Obteve disco (CD) de platina, entrando para o Top 10 da Bilboard. No Canadá ficou em primeiro lugar na lista, com 04 (quatro) discos (CD) de platina.
- "Diana Krall - Live in Paris", primeiro CD ao vivo da carreira, gravado em meio a uma tourneé mundial, quando de sua passagem no Paris Olympia, chegando ao topo da parada dos discos de Jazz da Bilboard, entrando no Top 20 e Top 200 da mesma revista, enquanto que no Canadá entrou no Top 5, ganhando o Juno Award local; ganhou também o segundo Grammy de sua carreira como melhor gravação de Jazz (Best Vocal Jazz Record). O percussionista brasileiro Paulinho da Costa fora convidado para participar.
- The Girl In The Other Room" de 2004, primeiro disco autoral, produzido pelo marido Elvis Costello, com 06 (seis) músicas compostas pelo casal além de canções de músicos como Tom Waits; alcançou o Top 5 do Reino Unido e ficou entre os 40 melhores na Austrália. Neste mesmo ano Diana Krall participou na gravação do álbum "Genius Loves Company" de nada mais nada menos que Ray Charles, na música "You Don't Know Me".
- "From This Moment On", álbum de 2006, onde interpretou diversos compositores famosos de JaZZ a exemplo de Irving Berlin, Cole Porter, Richard Rodgers, Lorenz Hart, Tom Jobim e Vinícius de Morais, dentre outros, estando novamente na produção Tommy Li Puma.
Em 2007 lançou uma edição de seus melhores sucessos, em CD e DVD, após participar de uma campanha publicitária da indústria do automobilismo, e após lançou "Quiet Nights" (2009, 1º lugar na Billboard Jazz Albuns), "Glad Rag Doll" (2012, disponibilizado abaixo) e "Wallflower" (2015), além de três DVD's a saber "Live in Paris" (2002), "Live at the Montreal Jazz Festival" (2004) e "Live in Rio" (2008).
Além de ser mundialmente reconhecida por suas qualidades e habilidades vocais e instrumentais (piano) no Jazz, Diana conseguiu levar seu talento no mundo Pop, ao ponto de, desde 2002, manter garantido um lugar nas trilhas sonoras das novelas da Rede Globo, logicamente contrariando alguns puristas (coisa que se repete com frequência no meio musical), porém com a vantagem de levar o JAZZ ao público em geral, em todas as classes, tornando acessível boa música a um maior número de pessoas que em seu duro cotidiano já estão abastadas de tanto lixo cultural que ronda por aí, desfrutando então da excelência musical de Diana.
Orgulho em seu país de origem Diana Krall garantiu o registro de seu talento na calçada da fama do Canadá.
FONTE:
WIKIPEDIA
CLUBE DO JAZZ
IMAGENS RETIRADAS DA INTERNET

domingo, 3 de maio de 2015
CHET BAKER
Alguns meses se passaram após a última postagem, e muitas turbulências também; mas um pouco de esforço e maior dedicação às obrigações diárias acabaram fazendo a diferença para que tudo voltasse a melhorar e com certeza os bons ventos fluirão com maior ímpeto, na direção certa, no compasso da melhor experiência pessoal, e, no caso do blog, musical.
Por falar em melhora, algumas foram promovidas no meu ambiente de trabalho, com a inspiração do futuro colega de profissão que está engrandecendo o escritório com suas ideias, principalmente de rejuvenescimento e empreendedorismo, o caríssimo Johnatas Aragão.
Dois aficionados por música, esta também vem dando o tom em pequenas pinceladas nesta que está se tornando uma grande parceria, de um futuro promissor e brilhante.
Não é difícil fazer relação entre esta breve introdução e a postagem que segue sobre Chet Baker, pois na véspera do feriado de 01 de maio de 2015 o Johnatas colocou para tocar no computador as canções do notável músico, cantor e compositor, exímio e renomado trompetista, o qual deixou sua marca registrada na história do JAZZ mundial.
Inspirado naquela sonoridade saída das pequenas caixas acústicas do meu PC e agora ouvindo-as novamente, enquanto segue baixando a respectiva discografia (haja dinheiro para comprar mídias fonográficas de tantos artistas que amamos), resolvi retomar as postagens do blog, que especialmente vem sendo dedicado ao Jazz, um estilo musical que sempre marcou minha sensibilidade musical e que infelizmente não foi explorada na minha atividade musicista.
Este introito não é impertinente, afinal de contas trata-se aqui de um blog, e como todo blog que se preze, há sempre algo de pessoal em suas mal traçadas linhas.
=CHET BAKER=
Nascido Chesney Henry Baker Jr. aos 23/12/1929 na cidade de Yale, Oklahoma, iniciou seus estudos musicais no instituto Glenale, após mudar-se para cidade homônima, localizada na Califórnia. Se pai era guitarrista amador o que não impediu de exercer-lhe grande influência musical jazzística, chegando a dar-lhe de presente um trombone, instrumento que logo foi trocado por um trompete, dado que o primeiro era muito grande para o então garotinho Chet.
Aos 16 anos, após alistamento militar, ingressou na 298 Army Band em Berlim, e após seu regresso aos EUA passou a estudar música no Camino College e tocar em clubes de Jazz da região. Muito embora tenha abandonado o estudo teórico da música, continuou engrandecendo seu aprendizado de forma intuitiva, voltando a entrar no exército através da Sixth Army Band, de cuja experiência musical ali conquistada findou por se tornar um músico profissional de Jazz.
Como profissional teve rápido reconhecimento, passando por algumas bandas como Vido Musso (primeira), passando logo a tocar com Stan Getz e já em 1952 com Charlie Barker (1920 - 1955), contratado (ou eleito) para tocar trompete num grupo que incluía Jimmy Rowels ao piano e Carson Smith ao contrabaixo. Após passar pelo Tiffany Club de Los Angeles tocou no quarteto de Gerry Mulligan. Passou então a tocar em Nova York e Los Angeles.
Em 1953 fora eleito por revistas especializadas o melhor trompetista de sua época, superando grandes mestres do quilate de Louis Armstrong, Dizzy Gillespie e Miles Davis. Neste mesmo ano Chet formou seu próprio quarteto gravando incessantemente na Pacific Jazz, fazendo turnês na Europa, com uma passagem na Islândia.
Vale salientar que Baker foi um dos poucos músicos de jazz cujo sucesso adveio tanto pela qualidade de instrumentista como pela de cantor, sem falar no profícuo compositor que foi. Não podemos esquecer ainda que Chet Baker realizou ótimas regravações de músicas populares a exemplo de The Beatles e Carlos Santana, dentre outros, o que desagradou muitos puritanos do Jazz, mas que, de outro modo, pode ser visto como um ponto positivo em considerando que através destas composições populares reproduzidas pela grandeza de estilo de Baker, contribuiu-se sobremaneira a popularizar não apenas o Jazz como a música instrumental.
Chet detinha também uma feição atraente às mulheres levando-o a ser tido como um símbolo sexual, cuja aparência lembraria James Dean, com os traços característicos de seu rosto.
Casou-se três vezes, união da qual advieram quatro filhos, e também, não diferentemente de amigos músicos, relacionou-se com diversas amantes durante sua vida.
Decerto a música e a heroína eram seus maiores vícios. O uso de tal droga, dentre outras, se fez presente desde o auge de sua carreira até o fim da vida, causando-lhe diversos e grandes infortúnios, cuja vivência, na esteira de diversos músicos de todos os quilates e estilos musicais, trouxe consequências devastadoras como a ser preso diversas vezes e de em menos de uma década sofrer interferência direta e negativa em sua profusão musical. Somente na Itália ficou preso por aproximadamente um ano e meio e mesmo retornando para gravar "Chet Is Back", logos após findou por ser preso na Alemanha, percorrendo a Suíça, França e a Inglaterra. Chegou a ser deportado da França por tais problemas e preso novamente e por diversas vezes na Alemanha, de onde foi mandado embora para os Estados Unidos.
Curiosamente, devido a dívidas com as drogas Chet sofreu uma surra quebrando-lhe vários dentes, fazendo com que tivesse que modificar a embocadura no instrumento e acabou por adquirir por isso uma sonoridade única no estilo. Fato curioso deste acontecimento foi que durante o período de adaptação Chet Baker teve que trabalhar como frentista de posto de gasolina até se readaptar ao instrumento (dizem que Baker era um construtor de sua própria história e muitos dos acontecimentos por ele retratados, como ele mesmo dizia, não seriam críveis em uma autobiografia, que muito lhe sugeriram realizar).
Os problemas com as drogas minimizaram através de um tratamento com Metadona, para inibir os efeitos da heroína, e com ajuda de músicos amigos, na década de 1970, voltou então a apresentar-se, em especial mediante o auxílio do grande jazzista Dizzie Gillespie (que também merece um capítulo especial na história do Jazz e um post à altura aqui no blog). Voltou então a tocar em Nova York e no Carnegie Hall com Gerry Mulligan, retornando à Europa, passando pelo Japão. Em 1985 se apresentou no Free Jazz Festival (realizado em São Paulo e Rio de Janeiro de forma simultânea), vindo a falecer em 13 de maio de 1988 deforma trágica na cidade de Amsterdã, após cair da janela do hotel em que se hospedava. Houve uso de cocaína e heroína mas não se sabe se foi acidente ou homicídio.
Sua vida está retratada na excelente biografia escrita por James Gavin: "A longa noite de Chet Baker", da editora Companhia das Letras (http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=10988).
REFERÊNCIAS DE PESQUISA VIRTUAL:
http://www.infoescola.com/biografias/chet-baker/
http://osuicidario.blogspot.com.br/2012/05/chet-baker.html
IMAGENS EXTRAÍDAS DA INTERNET
BAIXE AQUI E OUÇA BASTANTE CHET BAKER









