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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

BB. KING, Live in Cook County Jail!!!!

Live in Cook County Jail (1971) foi o primeiro disco de blues que eu ouvi integralmente, no formato de vinil, nos idos de 1987, trazido em casa por um amigo também amante de blues, rock e MPB.

Gravado em Setembro de 1970, na Penitenciária de Cook County, em Illinois, Chicago, EUA, BB KING registrou a apresentação realizada para 2.117 detentos e funcionários, cuja performance do músico e da banda fora sensacional, empolgante e profundamente emocionante.

Tal apresentação fez parte de um programa de humanização do presídio, ocorrido nos idos de 1960 e idealizado pelo diretor da casa prisional, Sr. Winston Moore. A prisão era dominada por gangues chefiadas por agentes penitenciários, cujos conflitos (armados, inclusive), culminavam em mortes, além de questões acerca de domínio de áreas "nobres", tráfico de drogas, "comodidades" e diversas outras punições aplicadas entre os "companheiros" de cárcere.

O "Rei do Blues" esteve impecável, tocando sua guitarra LUCILE, uma Gibson ES 355, hoje uma assinatura valiosa e bastante disputada, e, cantando com sua voz inconfundível, cortante e bastante afinada, notadamente a marca do estilo proveniente dos negros americanos, registrou o que veio a se tornar um dos melhores discos de blues, ao vivo, da história da música mundial.

Posso dizer que a partir daí comecei a me a profundar no conhecimento e na audição do estilo blues, entrando neste mundo com o pé direito, mesmo porque, pouco depois, acabei por fundar, juntamente com Ferdinando e Magno, a banda autoral de blues chamada Urublues, na cidade de Itabaiana, Sergipe, Brasil, inativa atualmente. Iniciou-se um período musical na minha vida que posso denominar "pós BB King" ou "pós Live in Cook County Jail".

Este divisor de águas abriu as portas para que eu pudesse me mergulhar de cabeça no Blues, muito embora diversas referências blues já existiam em minha mente e minha cultura musical. Já conhecia artistas como o próprio King, Eric Clapton, Ray Charles, dentre outros. No entanto, os conhecia pela rádio e TV. Não conhecia de forma aprofundada as suas obras. Além destes artistas, conhecia diversas bandas de rock que, pela influência blues, sempre em meio a seus discos, gravavam músicas sob franca influência do estilo.

Certamente não fui eu quem escolheu admirar o Blues, tendo-o como meu estilo musical preferido. Na verdade o blues tomou conta de minha alma, sem que eu pudesse perceber, nem saber a origem deste sentimento, e nem mesmo possibilitando que pudesse lutar contra a sua impetuosa intromissão em minha vida. Nunca tive oportunidade de questionar o gosto pelo estilo, mesmo porque está profundamente enraizado em minha mente. Simplesmente eu sempre gostei de blues, antes de saber ou conhecer do que se tratava. Sempre que ouvia bandas de rock ou outros artistas tocando blues ou músicas com profundas influências do estilo, todo o sentimento das blue notes penetrava em minha mente e minh'alma e irradiava em minhas veias e terminações nervosas, causando sensações profundas de regozijo e conforto intelectual e anímico.

BB. King, com "Live in Cook County Jail (1971), fez o elo entre o sentimento e o conhecimento que eu possuía do que era um verdadeiro músico e o estilo blues e as suas mais profundas raízes.

Falar sobre BBK é um título à parte na história do blues, e prometo apontar elementos de sua biografia em outro post. Por enquanto, fica a homenagem póstuma (falecido em 15/05/2015) no cabeçalho do blog (não sei até quando).

Por enquanto, apreciem o disco ora apresentado, o qual traz as seguintes canções:

SIDE A
01 Introductions...........................................1:50
02 Every Day I Have The Blues..............................1:43
03 How Blue Can You Get....................................5:09
04 Worry, Worry, Worry.....................................9:57

SIDE B
01 Medley: 3 O'clock Blues / Darlin' You Know I Love You...6:15
02 Sweet Sixteen...........................................4:20
03 The Thrill Is Gone......................................5:31
4 Please Accept My Love...................................4:02

GUITAR & VOCALS .................................B.B. KING

Alto Saxophone.....................................Booker Walker
Bass.............................................Wilbert Freeman
Drums..............................................Sonny Freeman
Piano...................................................Ron Levy
Producer...........................................Bill Szymczyk
Tenor Saxophone.....................................Louis Hubert
Trumpet............................................John Browning

PARA OUVIR BB. KING LIVE IN COOK COUNT JAIL

segunda-feira, 27 de julho de 2015

JIMI HENDRIX - BLUES

Nunca é demais falar sobre esta lenda da Guitarra, James Marshall Hendrix, ou simplesmente Jimi Hendrix, nascido na cidade de Seatle, região noroeste dos EUA, no dia 27 de novembro de 1942, falecido em 27 de Novembro de 1942 em Londres, UK.

Hendrix, artista de renome mundial, cuja fama e músicas, com certeza, alcançaram uma projeção sem fim na história do Rock e da música e cultura populares.

Com a mais absoluta certeza é o melhor guitarrista da história do rock, e porque não, do blues e soul, vertentes exploradas de forma constante em sua carreira, pela evidente influência advinda da música negra americana (jazz, soul, gospel e blues).

A título de exemplo, dentre suas maiores influências, encontramos nomes de renomados blueseiros do quilate de "T-bone Walker, B.B. King, Muddy Waters, Howlin' Wolf, Albert King, Elmore James, Curtis Mayfild, Steve Cropper"*, enfim, a nata do blues mundial de todos os tempos.

Seu estilo "selvagem" de tocar a guitarra tornou-se único e inimitável, sem estabelecer quaisquer limites para a sonoridade, explorando ao máximo todos os recursos que surgissem à sua frente, que muito embora precários naquela época, apenas contribuíam para a grandeza de sua técnica. Canhoto, Hendrix tocava com a guitarra invertida, com as cordas na posição de destro, e esbanjava na improvisação, não apenas dos solos, vocais e harmonias, mas também na utilização de recursos e performances dos mais improváveis e até excêntricos, como utilizar pedestal de microfone para fazer slide, abusar de microfonia e feedback, controlando-os ao ponto de tornar aquilo que seria meros ruídos, em sons viscerais que interagiam com a sua música, constituindo-os elementos essenciais de sua obra, os incorporando à harmonia e melodia de suas músicas. Hendrix explorava de forma eximia e absolutamente natural e intuitiva a sonoridade dos amplificadores valvulados, extraindo timbres naturais, harmônicos e sem muita presença de pedais de efeitos, muito embora também se utilizava deste recurso, através de pedais de Fuzz e Wahh wahh.

Na crueza de suas apresentações, Hendrix mantinha uma performance explosiva, no exato termo da palavra, quebrando e incendiando guitarras e amplificadores, provocando o público, uivando como um lobo selvagem, simulando atos sexuais e orgásticos com sua guitarra, utilizando vestuário espalhafatoso no verdadeiro estilo Hippie, chegando a estrelar filme pornô ao lado de beldades e atrair e deixar boquiabertos diversos outros guitarristas exímios e renomados internacionalmente, como Jimmy Page e Eric Clapton, além de grandes músicos como Little Richards.

Diz a lenda que, músico de Richards, Hendrix aos poucos estava tomando a atenção do performático e famoso músico e cantor, ao ponto de não haver mais espaço para os dois na carreira e banda de Richards. Nesta época, músico de Richards, Hendrix afirmava categoricamente: "- Quero fazer com minha guitarra o que Little Richard faz com sua voz". Podemos afirmar que conseguiu, de forma sublime.

Jamaes Marshall tornou-se também produtor, montando um estúdio, o lendário Electric Lady Studios, no qual estudou sua própria sonoridade, compôs e gravou seus discos, demotapes e outtakes, estes que foram lançados "post mortem". Fora um dos primeiros estúdios a utilizar recursos como "estereofonia e Phasin em gravações do rock"*.

O estrelato seria, como foi, um tiro certeiro em sua carreira, ao ponto de ser incluído no Hall da Fama do Rock and Roll americano, e também no inglês, auferir uma Placa comemorativa em um de seus endereços em Londres (Brook Street), estrela na Calçada da Fama de Hollywood, vindo a revista Rolling Stone o classificar entre os 100 maiores guitarristas de todos os tempos.

Dentre os diversos legados, Hendrix nos coroou com uma excelente coletânea de blues, o disco intitulado "Blues", lançado pela MCA Records (Abril de 1994). Contém onze canções gravadas por Hendrix entre 1966 e 1970. Possui sete composições de Hendrix, junto com regravações de famosas canções de blues como Born Under a Bad Sign e Mannish Boy. Constam da coletânea as músicas:

1. Hear My Train a Comin (acústico)........(Hendrix)
2. Born Under A Bad Sign...................(William Bell, Booker T. Jones)
3. Red House...............................(Hendrix)
4. Catfish Blues...........................(Robert Petway)
5. Voodoo Chile Blues......................(Hendrix)
6. Mannish Boy.............................(Bo Diddley, Mel London, Muddy Waters)
7. Once I Had a Woman......................(Hendrix)
8. Bleeding Heart..........................(Elmore James)
9. Jelly 292...............................(Hendrix)
10. Electric Church Red House..............(Hendrix)
11. Hear My Train a Comin (live)...........(Hendrix)

72:17 minutos do mais selvagem, visceral, chapado e cortante blues, direto das veias de Hendrix, passando pelas cordas de sua guitarra, através da eletricidade de seu equipamento, para trazer a nossos sentidos a sublime sensação experimentar o que verdadeiramente representa a palavra BLUES.

*Wikipedia

PARA BAIXAR E OUVIR

sexta-feira, 22 de maio de 2015

JOHN COLTRANE - A LOVE SUPREME

EU BEM QUE GOSTARIA DE ESCREVER ALGO INTERESSANTE SOBRE ESTA MAGNÍFICA OBRA DE JOHN COLTRANE, MAS VOU DEIXÁ-LOS COM QUEM MAIS CONHECE DO ASSUNTO NA EXCELENTE COLUNA DE RUBENS LEME COSTA, AQUI: MOFO

A LOVE SUPREME

quarta-feira, 6 de maio de 2015

DIANA KRALL

Como vinha comentando alguns posts atrás, recentemente conheci o trabalho desta grande jazzista, cantora, compositora, instrumentista (piano) e também intérprete. Fiquei impressionando ao assistir o programa de Jolls Holland (HBO) e me deparar com aquela mulher linda, extremamente talentosa, exímia instrumentista, com uma voz agraciada, em cuja apresentação tocava com notáveis músicos de Jazz, lançando um CD que englobava músicas de Tom Jobim, batendo de imediato aquela paixão musical, coisa instantânea; a partir de então Krall ficou ao lado de SADE ADU, outra cantora abençoada que mereceu um post neste blog, entre as Top 5 melhores cantoras, segundo a minha humilde preferência musical.

Veja parte da apresentação de Krall no Jools Holland

HISTÓRIA DE VIDA: Diana Jean Krall nasceu em Nanaimo, British Columbia (Canadá), em 16 de Novembro de 1964, começou a tocar com apenas 04 (quatro) anos de idade, em meio a uma família musical cujo pai, também pianista, introduziu em meio a seus estudos de música clássica as primeiras noções de Jazz; com a família mudou-se ainda jovem para Vancouver e já no período estudantil do colegial tocou num grupo de jazz, cujo desenvolvimento técnico permitiu que aos 15 (quinze) anos de idade passasse a se apresentar em restaurantes locais, na cidade de Nanaimo. Sofreu influências, nesta época juvenil, de seu professor de jazz do ginásio Bryan Stovell e da professora, cantora e pianista Louise Rose, a qual encorajou a jovem Krall a cantar.

Tendo chamado atenção nada mais nada menos do renomado baixista Ray Brown, chegando a participar de seu grupo musical, por ele fora apresentada a diversos professores e produtores e logo aos 17 anos de idade ganhou uma bolsa de estudos no Berklee College of Music, na cidade de Boston, Massachusetts (EUA). Daí foi para Califórnia, estudar com Jimmy Rowles, formando então uma parceria de canto. Com 23 anos de idade voltou ao Canadá, onde estudou com o pianista de Jazz Don Thompson. Nos anos 1990 Diana Krall gravou alguns albuns, logo alcançando sucesso internacional.

Casada com Elvis Costello em 2003, união da qual vieram filhos gêmeos, nascidos em Nova Iorque, no dia 06 de dezembro de 2006, deste encontro matrimonial-musical resultou também uma parceria que lhe trouxe o primeiro disco autoral, como veremos adiante.

Os discos que lançou alcançaram grande sucesso, sendo amplamente premiada em toda a sua carreira, sempre acompanhada de excelentes músicos, produtores, parceiros e bandas, aclamada nas diversas tournées realizadas pelo mundo todo, inclusive no Brasil, em cuja passagem deixou um fabuloso registro ao realizar dois shows, um no Rio de Janeiro e outro em São Paulo, a saber um CD/DVD gravado ao vivo na "Cidade Maravilhosa". Destacam-se praticamente todos os álbuns gravados em sua carreira, compondo uma excelente discografia, dentre os quais encontramos:

- "Stepping Out", lançado em 1993 tendo como músicos John Clayton e Jeff Hamilton, importante disco por ser o primeiro, logo chamando a atenção do mundo musical especializado em jazz, o que motivou ao produtor Tommy Li Puma a produzir o segundo álbum em 1995, "Only Trust Your Heart".
- "All For You - Dedication to Nat King Cole Trio", terceiro álbum da carreira, indicado ao Grammy. Ficou por 70 semanas na lista da Bilboard.
- "Love Scenes", álbum de 1997 estorou rapidamente nas paradas de sucesso (um grande marco para música instrumental - jazz), gravado no formato trio Krall, Russel Malone (violão) e Christian McBride (baixo).
- Whan I Look In Your Eyes", gravado em 1999, arranjado por Johnny Mandel (orquestra), o disco foi nomeado ao Grammy, vencedor como melhor músico de Jazz do ano.
- "The Look Of Love", manteve a linha do álbum anterior, com arranjos de Claus Ogerman. Obteve disco (CD) de platina, entrando para o Top 10 da Bilboard. No Canadá ficou em primeiro lugar na lista, com 04 (quatro) discos (CD) de platina.
- "Diana Krall - Live in Paris", primeiro CD ao vivo da carreira, gravado em meio a uma tourneé mundial, quando de sua passagem no Paris Olympia, chegando ao topo da parada dos discos de Jazz da Bilboard, entrando no Top 20 e Top 200 da mesma revista, enquanto que no Canadá entrou no Top 5, ganhando o Juno Award local; ganhou também o segundo Grammy de sua carreira como melhor gravação de Jazz (Best Vocal Jazz Record). O percussionista brasileiro Paulinho da Costa fora convidado para participar.
- The Girl In The Other Room" de 2004, primeiro disco autoral, produzido pelo marido Elvis Costello, com 06 (seis) músicas compostas pelo casal além de canções de músicos como Tom Waits; alcançou o Top 5 do Reino Unido e ficou entre os 40 melhores na Austrália. Neste mesmo ano Diana Krall participou na gravação do álbum "Genius Loves Company" de nada mais nada menos que Ray Charles, na música "You Don't Know Me".
- "From This Moment On", álbum de 2006, onde interpretou diversos compositores famosos de JaZZ a exemplo de Irving Berlin, Cole Porter, Richard Rodgers, Lorenz Hart, Tom Jobim e Vinícius de Morais, dentre outros, estando novamente na produção Tommy Li Puma.

Em 2007 lançou uma edição de seus melhores sucessos, em CD e DVD, após participar de uma campanha publicitária da indústria do automobilismo, e após lançou "Quiet Nights" (2009, 1º lugar na Billboard Jazz Albuns), "Glad Rag Doll" (2012, disponibilizado abaixo) e "Wallflower" (2015), além de três DVD's a saber "Live in Paris" (2002), "Live at the Montreal Jazz Festival" (2004) e "Live in Rio" (2008).

Além de ser mundialmente reconhecida por suas qualidades e habilidades vocais e instrumentais (piano) no Jazz, Diana conseguiu levar seu talento no mundo Pop, ao ponto de, desde 2002, manter garantido um lugar nas trilhas sonoras das novelas da Rede Globo, logicamente contrariando alguns puristas (coisa que se repete com frequência no meio musical), porém com a vantagem de levar o JAZZ ao público em geral, em todas as classes, tornando acessível boa música a um maior número de pessoas que em seu duro cotidiano já estão abastadas de tanto lixo cultural que ronda por aí, desfrutando então da excelência musical de Diana.

Orgulho em seu país de origem Diana Krall garantiu o registro de seu talento na calçada da fama do Canadá.

FONTE:
WIKIPEDIA
CLUBE DO JAZZ
IMAGENS RETIRADAS DA INTERNET

domingo, 3 de maio de 2015

CHET BAKER

Alguns meses se passaram após a última postagem, e muitas turbulências também; mas um pouco de esforço e maior dedicação às obrigações diárias acabaram fazendo a diferença para que tudo voltasse a melhorar e com certeza os bons ventos fluirão com maior ímpeto, na direção certa, no compasso da melhor experiência pessoal, e, no caso do blog, musical.

Por falar em melhora, algumas foram promovidas no meu ambiente de trabalho, com a inspiração do futuro colega de profissão que está engrandecendo o escritório com suas ideias, principalmente de rejuvenescimento e empreendedorismo, o caríssimo Johnatas Aragão.

Dois aficionados por música, esta também vem dando o tom em pequenas pinceladas nesta que está se tornando uma grande parceria, de um futuro promissor e brilhante. Não é difícil fazer relação entre esta breve introdução e a postagem que segue sobre Chet Baker, pois na véspera do feriado de 01 de maio de 2015 o Johnatas colocou para tocar no computador as canções do notável músico, cantor e compositor, exímio e renomado trompetista, o qual deixou sua marca registrada na história do JAZZ mundial.

Inspirado naquela sonoridade saída das pequenas caixas acústicas do meu PC e agora ouvindo-as novamente, enquanto segue baixando a respectiva discografia (haja dinheiro para comprar mídias fonográficas de tantos artistas que amamos), resolvi retomar as postagens do blog, que especialmente vem sendo dedicado ao Jazz, um estilo musical que sempre marcou minha sensibilidade musical e que infelizmente não foi explorada na minha atividade musicista.

Este introito não é impertinente, afinal de contas trata-se aqui de um blog, e como todo blog que se preze, há sempre algo de pessoal em suas mal traçadas linhas.

=CHET BAKER=

Nascido Chesney Henry Baker Jr. aos 23/12/1929 na cidade de Yale, Oklahoma, iniciou seus estudos musicais no instituto Glenale, após mudar-se para cidade homônima, localizada na Califórnia. Se pai era guitarrista amador o que não impediu de exercer-lhe grande influência musical jazzística, chegando a dar-lhe de presente um trombone, instrumento que logo foi trocado por um trompete, dado que o primeiro era muito grande para o então garotinho Chet.

Aos 16 anos, após alistamento militar, ingressou na 298 Army Band em Berlim, e após seu regresso aos EUA passou a estudar música no Camino College e tocar em clubes de Jazz da região. Muito embora tenha abandonado o estudo teórico da música, continuou engrandecendo seu aprendizado de forma intuitiva, voltando a entrar no exército através da Sixth Army Band, de cuja experiência musical ali conquistada findou por se tornar um músico profissional de Jazz.

Como profissional teve rápido reconhecimento, passando por algumas bandas como Vido Musso (primeira), passando logo a tocar com Stan Getz e já em 1952 com Charlie Barker (1920 - 1955), contratado (ou eleito) para tocar trompete num grupo que incluía Jimmy Rowels ao piano e Carson Smith ao contrabaixo. Após passar pelo Tiffany Club de Los Angeles tocou no quarteto de Gerry Mulligan. Passou então a tocar em Nova York e Los Angeles.

Em 1953 fora eleito por revistas especializadas o melhor trompetista de sua época, superando grandes mestres do quilate de Louis Armstrong, Dizzy Gillespie e Miles Davis. Neste mesmo ano Chet formou seu próprio quarteto gravando incessantemente na Pacific Jazz, fazendo turnês na Europa, com uma passagem na Islândia.

Vale salientar que Baker foi um dos poucos músicos de jazz cujo sucesso adveio tanto pela qualidade de instrumentista como pela de cantor, sem falar no profícuo compositor que foi. Não podemos esquecer ainda que Chet Baker realizou ótimas regravações de músicas populares a exemplo de The Beatles e Carlos Santana, dentre outros, o que desagradou muitos puritanos do Jazz, mas que, de outro modo, pode ser visto como um ponto positivo em considerando que através destas composições populares reproduzidas pela grandeza de estilo de Baker, contribuiu-se sobremaneira a popularizar não apenas o Jazz como a música instrumental.

Chet detinha também uma feição atraente às mulheres levando-o a ser tido como um símbolo sexual, cuja aparência lembraria James Dean, com os traços característicos de seu rosto.

Casou-se três vezes, união da qual advieram quatro filhos, e também, não diferentemente de amigos músicos, relacionou-se com diversas amantes durante sua vida.

Decerto a música e a heroína eram seus maiores vícios. O uso de tal droga, dentre outras, se fez presente desde o auge de sua carreira até o fim da vida, causando-lhe diversos e grandes infortúnios, cuja vivência, na esteira de diversos músicos de todos os quilates e estilos musicais, trouxe consequências devastadoras como a ser preso diversas vezes e de em menos de uma década sofrer interferência direta e negativa em sua profusão musical. Somente na Itália ficou preso por aproximadamente um ano e meio e mesmo retornando para gravar "Chet Is Back", logos após findou por ser preso na Alemanha, percorrendo a Suíça, França e a Inglaterra. Chegou a ser deportado da França por tais problemas e preso novamente e por diversas vezes na Alemanha, de onde foi mandado embora para os Estados Unidos.

Curiosamente, devido a dívidas com as drogas Chet sofreu uma surra quebrando-lhe vários dentes, fazendo com que tivesse que modificar a embocadura no instrumento e acabou por adquirir por isso uma sonoridade única no estilo. Fato curioso deste acontecimento foi que durante o período de adaptação Chet Baker teve que trabalhar como frentista de posto de gasolina até se readaptar ao instrumento (dizem que Baker era um construtor de sua própria história e muitos dos acontecimentos por ele retratados, como ele mesmo dizia, não seriam críveis em uma autobiografia, que muito lhe sugeriram realizar).

Os problemas com as drogas minimizaram através de um tratamento com Metadona, para inibir os efeitos da heroína, e com ajuda de músicos amigos, na década de 1970, voltou então a apresentar-se, em especial mediante o auxílio do grande jazzista Dizzie Gillespie (que também merece um capítulo especial na história do Jazz e um post à altura aqui no blog). Voltou então a tocar em Nova York e no Carnegie Hall com Gerry Mulligan, retornando à Europa, passando pelo Japão. Em 1985 se apresentou no Free Jazz Festival (realizado em São Paulo e Rio de Janeiro de forma simultânea), vindo a falecer em 13 de maio de 1988 deforma trágica na cidade de Amsterdã, após cair da janela do hotel em que se hospedava. Houve uso de cocaína e heroína mas não se sabe se foi acidente ou homicídio.

Sua vida está retratada na excelente biografia escrita por James Gavin: "A longa noite de Chet Baker", da editora Companhia das Letras (http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=10988).


REFERÊNCIAS DE PESQUISA VIRTUAL:
http://www.infoescola.com/biografias/chet-baker/
http://osuicidario.blogspot.com.br/2012/05/chet-baker.html

IMAGENS EXTRAÍDAS DA INTERNET
BAIXE AQUI E OUÇA BASTANTE CHET BAKER