Charles Parker, Jr. Nasceu nos EUA em 29 de agosto de 1920, falecendo em 12 de março de 1955, saxofonista de jazz e compositor. Conhecido inicialmente por Yardbird mais tarde passaram a chamá-lo pelo diminutivo Bird como permaneceu conhecido para o resto de sua vida.
Parker é considerado sem sombra de dúvidas um dos expoentes do jazz e por muitos considerado o melhor saxofonista de todos os tempos, influenciando diversos artistas a exemplo de Charles Mingus, e com sua magistral carreira passou a integrar um seleto grupo de lendários músicos como Louis Armstrong e Duke Ellington.
Inovador, criou o bebop, revolucionando melodia, ritmo e harmonia, cujos temas tornaram-se standards do repertório do jazz, e inúmeros músicos têm estudado sua música e absorvido elementos do seu estilo.
Com todo o talento e criatividade que um verdadeiro gênio da música possui, no entanto "Bird" expôs também um lado conturbado de sua vida que o levou à morte prematura consumido pelo álcool e pelas drogas, passando por duas tentativas de suicídio, internações em sanatórios, vindo a falecer com apenas 34 anos de idade. A título exemplo, ao declarar sua morte o legista lhe atribuiu a idade de 64 anos, tamanha a degradação de seu estado de saúde.
Sepultado no Cemitério Lincoln, Kansas City, Missouri, nos EUA, com indiscutível reconhecimento público de sua genialidade, findou por ser imortalizado através da obra de diversos escritores e diretores de cinema, a exemplo do escritor argentino Julio Cortázar ("O Perseguidor") e o cineasta Clint Eastwood ("Bird").
(FONTE – Wikipedia)
Contrabaixo blues jazz rock cultura alternativa.
Modesta a contribuição, espero que gostem.
VOLTEM SEMPRE
terça-feira, 30 de setembro de 2014
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
BAIXANDO E OUVINDO
Eu não sei ao certo quando ou de onde vem a minha paixão por música. Intuo que venha dos primórdios de minha existência e muito embora meus pais não fossem audiófilos, muito pouco colocavam discos para ouvir, acabei por me apegar à música de uma forma profunda.
Não me imagino sem música, seja ouvindo, compondo, tocando ou compartilhando experiências musicais das mais diversas.
Com isso, fica difícil imaginar de onde tenha vindo meu gosto por Jazz. Muitas vezes me pego viajando em teorias das mais esquisitas, e numa delas vislumbro a imagem de uma sala de cirurgia, rodeado de médicos, estado de semi-vigília, talvez sedado, e, ao fundo, um radinho liberando belíssimas notas musicais, num som irreconhecível e totalmente diferente de tudo quanto tivesse experimentado no meu ambiente familiar.
Me vem à mente recordações de passeios em supermercados ou lojas de departamentos, nos idos da década de 1970, onde se ouvia muita música instrumental, que muito embora fosse para mim desconhecida, fixava em minha mente, e, ainda absorto na sensação de liberdade dos acordes e das melodias, levava aquela impressão de liberdade para casa, durante o percurso, em noites chuvosas, atravessando avenidas em Brasília, sentado no banco detrás de uma Vemaguet, fusca ou Sinca Chambord, e muitas das vezes no colo de minha mãe, me deslumbrando com as luzes de neon das lojas e os postes de iluminação das ruas asfaltadas e muito bem sinalizadas, me proporcionando ótimas sensações, hoje vagas lembranças, numa mistura de notas musicais, luzes e cores, unidos à felicidade de um passeio em família.
A televisão também foi um fator importante para reforçar este apreço à música e ao Jazz, pois diversos programas, seriados e filmes naquela época tinham como fundo musical temas de grandes artistas e compositores do gênero, principalmente programas noturnos, certamente dedicados aos adultos, pois sempre que os temas apareciam, coincidia a hora de ir para cama. Até pouco tempo atrás, ou até hoje (não assisto TV aberta há um bom tempo), um dos temas que eu mais apreciava era a vinheta de uma sessão de cinema na madrugada dos domingos na TV Globo (acho que Sessão de Gala).
Foi a partir da "Sessão de Gala", Supercine, filmes ou séries como Justiça em Dobro e Bareta, que passei a perceber se tratar, aquele tipo de música, de um estilo musical, e os temas de Sessão de Gala e principalmente Supercine até hoje não saem de minha cabeça.
Não posso deixar de citar também a excelente trilha sonora do desenho animado SNOOPY.
Pode-se dizer que foi massiva a informação trazida pelo acaso, capturada, muito porém, por minha mente, e hoje com certeza posso agradecer, mesmo sem saber da origem, o que tudo isso me trouxe de valores que ficaram arraigados, musicalmente.
Muitos devaneios... deixo aqui então um pouco desta música maravilhosa, no som do grande "Bird" (Charlie Parker), para baixar através do link que segue mais adiante, extraído do site "Clube do Jazz", tratando-se de uma coletânea de excelentes músicas. Talvez algumas delas tenham entrado em meus ouvidos naqueles tempos, que até hoje ecoam na minha mente aflorando as sensações vividas naqueles anos idos.
DOWNLOAD
Não me imagino sem música, seja ouvindo, compondo, tocando ou compartilhando experiências musicais das mais diversas.
Com isso, fica difícil imaginar de onde tenha vindo meu gosto por Jazz. Muitas vezes me pego viajando em teorias das mais esquisitas, e numa delas vislumbro a imagem de uma sala de cirurgia, rodeado de médicos, estado de semi-vigília, talvez sedado, e, ao fundo, um radinho liberando belíssimas notas musicais, num som irreconhecível e totalmente diferente de tudo quanto tivesse experimentado no meu ambiente familiar.
Me vem à mente recordações de passeios em supermercados ou lojas de departamentos, nos idos da década de 1970, onde se ouvia muita música instrumental, que muito embora fosse para mim desconhecida, fixava em minha mente, e, ainda absorto na sensação de liberdade dos acordes e das melodias, levava aquela impressão de liberdade para casa, durante o percurso, em noites chuvosas, atravessando avenidas em Brasília, sentado no banco detrás de uma Vemaguet, fusca ou Sinca Chambord, e muitas das vezes no colo de minha mãe, me deslumbrando com as luzes de neon das lojas e os postes de iluminação das ruas asfaltadas e muito bem sinalizadas, me proporcionando ótimas sensações, hoje vagas lembranças, numa mistura de notas musicais, luzes e cores, unidos à felicidade de um passeio em família.
A televisão também foi um fator importante para reforçar este apreço à música e ao Jazz, pois diversos programas, seriados e filmes naquela época tinham como fundo musical temas de grandes artistas e compositores do gênero, principalmente programas noturnos, certamente dedicados aos adultos, pois sempre que os temas apareciam, coincidia a hora de ir para cama. Até pouco tempo atrás, ou até hoje (não assisto TV aberta há um bom tempo), um dos temas que eu mais apreciava era a vinheta de uma sessão de cinema na madrugada dos domingos na TV Globo (acho que Sessão de Gala).
Foi a partir da "Sessão de Gala", Supercine, filmes ou séries como Justiça em Dobro e Bareta, que passei a perceber se tratar, aquele tipo de música, de um estilo musical, e os temas de Sessão de Gala e principalmente Supercine até hoje não saem de minha cabeça.
Não posso deixar de citar também a excelente trilha sonora do desenho animado SNOOPY.
Pode-se dizer que foi massiva a informação trazida pelo acaso, capturada, muito porém, por minha mente, e hoje com certeza posso agradecer, mesmo sem saber da origem, o que tudo isso me trouxe de valores que ficaram arraigados, musicalmente.
Muitos devaneios... deixo aqui então um pouco desta música maravilhosa, no som do grande "Bird" (Charlie Parker), para baixar através do link que segue mais adiante, extraído do site "Clube do Jazz", tratando-se de uma coletânea de excelentes músicas. Talvez algumas delas tenham entrado em meus ouvidos naqueles tempos, que até hoje ecoam na minha mente aflorando as sensações vividas naqueles anos idos.
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