Contrabaixo blues jazz rock cultura alternativa.
Modesta a contribuição, espero que gostem.
VOLTEM SEMPRE

domingo, 3 de maio de 2015

CHET BAKER

Alguns meses se passaram após a última postagem, e muitas turbulências também; mas um pouco de esforço e maior dedicação às obrigações diárias acabaram fazendo a diferença para que tudo voltasse a melhorar e com certeza os bons ventos fluirão com maior ímpeto, na direção certa, no compasso da melhor experiência pessoal, e, no caso do blog, musical.

Por falar em melhora, algumas foram promovidas no meu ambiente de trabalho, com a inspiração do futuro colega de profissão que está engrandecendo o escritório com suas ideias, principalmente de rejuvenescimento e empreendedorismo, o caríssimo Johnatas Aragão.

Dois aficionados por música, esta também vem dando o tom em pequenas pinceladas nesta que está se tornando uma grande parceria, de um futuro promissor e brilhante. Não é difícil fazer relação entre esta breve introdução e a postagem que segue sobre Chet Baker, pois na véspera do feriado de 01 de maio de 2015 o Johnatas colocou para tocar no computador as canções do notável músico, cantor e compositor, exímio e renomado trompetista, o qual deixou sua marca registrada na história do JAZZ mundial.

Inspirado naquela sonoridade saída das pequenas caixas acústicas do meu PC e agora ouvindo-as novamente, enquanto segue baixando a respectiva discografia (haja dinheiro para comprar mídias fonográficas de tantos artistas que amamos), resolvi retomar as postagens do blog, que especialmente vem sendo dedicado ao Jazz, um estilo musical que sempre marcou minha sensibilidade musical e que infelizmente não foi explorada na minha atividade musicista.

Este introito não é impertinente, afinal de contas trata-se aqui de um blog, e como todo blog que se preze, há sempre algo de pessoal em suas mal traçadas linhas.

=CHET BAKER=

Nascido Chesney Henry Baker Jr. aos 23/12/1929 na cidade de Yale, Oklahoma, iniciou seus estudos musicais no instituto Glenale, após mudar-se para cidade homônima, localizada na Califórnia. Se pai era guitarrista amador o que não impediu de exercer-lhe grande influência musical jazzística, chegando a dar-lhe de presente um trombone, instrumento que logo foi trocado por um trompete, dado que o primeiro era muito grande para o então garotinho Chet.

Aos 16 anos, após alistamento militar, ingressou na 298 Army Band em Berlim, e após seu regresso aos EUA passou a estudar música no Camino College e tocar em clubes de Jazz da região. Muito embora tenha abandonado o estudo teórico da música, continuou engrandecendo seu aprendizado de forma intuitiva, voltando a entrar no exército através da Sixth Army Band, de cuja experiência musical ali conquistada findou por se tornar um músico profissional de Jazz.

Como profissional teve rápido reconhecimento, passando por algumas bandas como Vido Musso (primeira), passando logo a tocar com Stan Getz e já em 1952 com Charlie Barker (1920 - 1955), contratado (ou eleito) para tocar trompete num grupo que incluía Jimmy Rowels ao piano e Carson Smith ao contrabaixo. Após passar pelo Tiffany Club de Los Angeles tocou no quarteto de Gerry Mulligan. Passou então a tocar em Nova York e Los Angeles.

Em 1953 fora eleito por revistas especializadas o melhor trompetista de sua época, superando grandes mestres do quilate de Louis Armstrong, Dizzy Gillespie e Miles Davis. Neste mesmo ano Chet formou seu próprio quarteto gravando incessantemente na Pacific Jazz, fazendo turnês na Europa, com uma passagem na Islândia.

Vale salientar que Baker foi um dos poucos músicos de jazz cujo sucesso adveio tanto pela qualidade de instrumentista como pela de cantor, sem falar no profícuo compositor que foi. Não podemos esquecer ainda que Chet Baker realizou ótimas regravações de músicas populares a exemplo de The Beatles e Carlos Santana, dentre outros, o que desagradou muitos puritanos do Jazz, mas que, de outro modo, pode ser visto como um ponto positivo em considerando que através destas composições populares reproduzidas pela grandeza de estilo de Baker, contribuiu-se sobremaneira a popularizar não apenas o Jazz como a música instrumental.

Chet detinha também uma feição atraente às mulheres levando-o a ser tido como um símbolo sexual, cuja aparência lembraria James Dean, com os traços característicos de seu rosto.

Casou-se três vezes, união da qual advieram quatro filhos, e também, não diferentemente de amigos músicos, relacionou-se com diversas amantes durante sua vida.

Decerto a música e a heroína eram seus maiores vícios. O uso de tal droga, dentre outras, se fez presente desde o auge de sua carreira até o fim da vida, causando-lhe diversos e grandes infortúnios, cuja vivência, na esteira de diversos músicos de todos os quilates e estilos musicais, trouxe consequências devastadoras como a ser preso diversas vezes e de em menos de uma década sofrer interferência direta e negativa em sua profusão musical. Somente na Itália ficou preso por aproximadamente um ano e meio e mesmo retornando para gravar "Chet Is Back", logos após findou por ser preso na Alemanha, percorrendo a Suíça, França e a Inglaterra. Chegou a ser deportado da França por tais problemas e preso novamente e por diversas vezes na Alemanha, de onde foi mandado embora para os Estados Unidos.

Curiosamente, devido a dívidas com as drogas Chet sofreu uma surra quebrando-lhe vários dentes, fazendo com que tivesse que modificar a embocadura no instrumento e acabou por adquirir por isso uma sonoridade única no estilo. Fato curioso deste acontecimento foi que durante o período de adaptação Chet Baker teve que trabalhar como frentista de posto de gasolina até se readaptar ao instrumento (dizem que Baker era um construtor de sua própria história e muitos dos acontecimentos por ele retratados, como ele mesmo dizia, não seriam críveis em uma autobiografia, que muito lhe sugeriram realizar).

Os problemas com as drogas minimizaram através de um tratamento com Metadona, para inibir os efeitos da heroína, e com ajuda de músicos amigos, na década de 1970, voltou então a apresentar-se, em especial mediante o auxílio do grande jazzista Dizzie Gillespie (que também merece um capítulo especial na história do Jazz e um post à altura aqui no blog). Voltou então a tocar em Nova York e no Carnegie Hall com Gerry Mulligan, retornando à Europa, passando pelo Japão. Em 1985 se apresentou no Free Jazz Festival (realizado em São Paulo e Rio de Janeiro de forma simultânea), vindo a falecer em 13 de maio de 1988 deforma trágica na cidade de Amsterdã, após cair da janela do hotel em que se hospedava. Houve uso de cocaína e heroína mas não se sabe se foi acidente ou homicídio.

Sua vida está retratada na excelente biografia escrita por James Gavin: "A longa noite de Chet Baker", da editora Companhia das Letras (http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=10988).


REFERÊNCIAS DE PESQUISA VIRTUAL:
http://www.infoescola.com/biografias/chet-baker/
http://osuicidario.blogspot.com.br/2012/05/chet-baker.html

IMAGENS EXTRAÍDAS DA INTERNET
BAIXE AQUI E OUÇA BASTANTE CHET BAKER

Nenhum comentário :